• Facebook
  • Twitter
  • Google+

Lesão Muscular Posterior de Coxa

25 de julho de 2016
0721_Gisele-Blasioli_Fisioteradica-Lesão-Muscular-Posterior-de-Coxa-Site-02

USAIN BOLT, ATLETA JAMAICANO

Considerada a lesão mais frequente no meio esportivo, tanto na prática amadora como profissional, a Lesão Muscular se dá quando o músculo sofre um processo de rupturas de suas fibras, tecido conectivo e vasos sanguíneos da região afetada. As lesões musculares tem diferentes graus de severidade, dependendo da extensão da lesão.

 

Jogadores de futebol são alvos frequentes de lesão da musculatura posterior de coxa, assim como várias modalidades desportivas, inclusive uma simples corrida ou caminhada esporádica.

 

Jogadores de futebol são alvos frequentes de lesão da musculatura posterior de coxa

Uma sensação de fisgada onde o atleta leva a mão na parte posterior da coxa e refere dor nesta região é sinal de lesão desta musculatura. Cena clássica que recentemente foi vista pelo mundo inteiro e causou grande repercussão no meio do esporte foi a protagonizada pelo jamaicana Usain Bolt na seletiva jamaicana para a prova olímpica dos 100m, onde o atleta mais rápido do mundo desistiu de disputar a final da seletiva para os jogos do Rio, queixando-se de dores na coxa esquerda. Posteriormente foi diagnosticado com um estiramento de grau 1.

Vários aspectos contribuem para esta vulnerabilidade e o principal fator é pela anatomia e biomecânica da coxa.

A parte anterior da coxa é composta por 4 grandes músculos chamados de quadríceps, eles são fortes e explosivos. Sua ação é fazer o movimento de extensão do joelho, como dar um chute, além de muito requisitado na fase propulsora da corrida e também em movimentos como se levantar de uma cadeira.

A parte posterior da coxa é composta por 3 músculos chamados ísquios tibiais e tem a função de flexionar o joelho, extender a perna reta para trás e também atuar como um freio para a ação do quadríceps, ou seja, antagonista do quadríceps.

 

0721_Gisele-Blasioli_Fisioteradica-Lesão-Muscular-Posterior-de-Coxa-SITEPorque o posterior de coxa sofre mais lesão que o anterior?

Como ambos atuam em conjunto, um fazendo força e outro freando esta força, é necessário um equilíbrio de forças entre o quadríceps e os ísquios tibiais. Geralmente o quadríceps é muito mais forte que os posteriores de coxa e durante um esforço maior ou uma instabilidade na prática desportiva é onde ocorre a lesão e sempre para o lado mais fraco.
Por isso a prevenção é o fortalecimento equilibrado desses grupos musculares, evitando a diferença muito grande entre o quadríceps e os posteriores.

 

O alongamento dos ísquios tibiais (posteriores da coxa) deve ser sempre estimulado para manter a flexibilidade ideal para todas as fibras musculares que quando requisitadas poderão desenvolver sua função sem estiramentos.

Como prevenir a lesão dos ísquios tibiais?

O alongamento dos ísquios tibiais (posteriores da coxa) deve ser sempre estimulado para manter a flexibilidade ideal para todas as fibras musculares que quando requisitadas poderão desenvolver sua função sem estiramentos.

Manter um fortalecimento adequado entre todos os músculos da coxa, anterior e posterior, é a ferramenta ideal para evitar lesões. O alongamento dos ísquios tibiais (posteriores da coxa) deve ser sempre estimulado para manter a flexibilidade ideal para todas as fibras musculares que quando requisitadas poderão desenvolver sua função sem estiramentos.

O aquecimento adequado antes de iniciar qualquer atividade física também é fundamental para evitar lesões musculares.

 

Como a Fisioterapia atua na lesão muscular?

A fisioterapia é o tratamento mais indicados pelos médicos e possui vários recursos que vão atuar na recuperação dos tecidos lesionados e garantir um bom retorno para a prática desportiva.

Na fase aguda – até 3 dias pós-lesão

O método PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão local e elevação do membro acometido) é muito utilizado e pode ser feito em casa.

 

Fisioterapia na lesão muscular:

Durante as fases iniciais deve-se adotar parâmetros de segurança, para que não haja um maior comprometimento da área de lesão.

Os recursos físicos da fisioterapia como o Ultrassom terapêutico que auxilia na reparação cicatricial e estimula a circulação sanguínea, o Laser terapêutico que estimula o processo cicatricial nos tecidos moles e atua na modulação da dor e o Ondas Curtas que auxilia na reabsorção de hematomas, na redução do processo inflamatório, redução do espasmo e na reparação tecidual.

Na cinesioterapia a flexibilidade pode ser iniciada de dois a sete dias após a lesão, realizada de forma suave a moderada de acordo com a resistência da dor, pois vai ajudar na orientação da cicatrização das fibras musculares. O fortalecimento muscular deve ser iniciado tão logo o paciente apresente melhora da dor com leve resistência. Os exercícios devem ser iniciados com baixa intensidade, aumentando-se a intensidade conforme a tolerância do indivíduo.

Os exercícios excêntricos são fundamentais na recuperação da lesão e no retorno gradual aos movimentos específicos do esporte, devido a algumas vantagens biomecânicas, tais como o significativo ganho de força através de um menor recrutamento das unidades motoras quando comparados aos exercícios concêntricos.

 

Retorno ao esporte:

Os critérios para o retorno ao esporte são: a flexibilidade semelhante ao membro contralateral, amplitude de movimento normal, ausência de dor e critérios de força muscular semelhantes aos valores prévios à lesão ou ao membro contralateral.

A Clínica de Fisioterapia Gisele Blasioli atua na prevenção e tratamento de disfunções musculoesqueléticas que afetam os ossos, músculos, tendões, ligamentos e articulações. Utiliza os recursos terapêuticos para aumentar a capacidade de movimentação, estimular a circulação e diminuir as dores. Reabilita com exercícios terapêuticos que devolvem a mobilidade corporal, fortalecendo os músculos melhorando a estabilidade articular.

A fisioterapia atua nas mais diferentes áreas com procedimentos, técnicas, metodologias e abordagens específicas que têm o objetivo de avaliar, tratar, minimizar problemas, prevenir e curar as mais variadas disfunções. Além disto, a complexidade da profissão reside na necessidade do entendimento global do ser humano.

Gisele Blasioli

Crefito 32610 (saiba mais)

 

Comentários